
Múltipla, condição neurológica crônica, inflamatória e autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode comprometer o cérebro, a medula e os nervos ópticos dos pacientes. Apesar de ainda ser considerada de baixa prevalência no Brasil, ela tem grande impacto funcional e social, principalmente entre mulheres e adultos jovens.
A causa exata da doença ainda não é totalmente conhecida, mas acredita-se que ela surja a partir da combinação de diferentes fatores. Entre eles, estão predisposição genética, alterações no sistema imunológico, fatores ambientais, baixos níveis de vitamina D, tabagismo, obesidade e infecções virais prévias, especialmente relacionadas a alguns vírus comuns.
De acordo com o neurologista João Dib, do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, identificar os sinais precocemente e manter cuidado contínuo são medidas fundamentais para retardar a progressão da esclerose múltipla e preservar a qualidade de vida.
“A esclerose múltipla pode causar sintomas variados, como alterações visuais, dormências, fadiga intensa, alterações cognitivas e emocionais. Muitas vezes, eles surgem em surtos, alternando períodos de piora e melhora. Entre os principais sinais de alerta, estão neurite óptica, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dores, alterações urinárias e fadiga persistente”, explica.

Exercícios físicos orientados podem ajudar no controle da fadiga, na mobilidade e na qualidade de vida dos pacientes com esclerose múltipla (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)
Alguns cuidados são importantes para pacientes com esclerose múltipla, pois podem ajudar a controlar sintomas, reduzir impactos no dia a dia e manter a qualidade de vida. Veja os principais:
João Dib explica que o tempo é um fator decisivo na esclerose múltipla, ressaltando que o tratamento deve ser individualizado e envolver equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia e suporte psicológico. “O atraso no diagnóstico pode levar ao acúmulo de lesões e a incapacidades. Na esclerose múltipla, tempo é cérebro, medula e visão”, alerta.
Por Monique Dutra