
Revisão por Thiago Souza
Professor de Sociologia, Filosofia e História
A filosofia medieval foi desenvolvida na Europa durante o período da Idade Média (séculos V-XV). Trata-se de um período de expansão e consolidação do Cristianismo na Europa Ocidental.
A filosofia medieval tentou conciliar a religião com a filosofia, ou seja, a consciência cristã com a razão filosófica e científica.
As principais características da filosofia medieval são:
Muitos filósofos dessa época também faziam parte do clero ou eram religiosos. Nesse momento, os grandes pontos de reflexão para os estudiosos eram:
Sendo assim, as reflexões desenvolvidas no medievo, ainda que pudessem contemplar os estudos científicos, não podiam se contrapor à verdade divina relatada pela Bíblia.

Os "Padres Apologistas" utilizaram as mesmas figuras de linguagem e argumentos para dialogar os com helenistas.
Assim, defendiam o cristianismo como uma filosofia natural que seria superior ao pensamento greco-romano.
Dessa maneira, eles aproximaram o pensamento greco-romano aos conceitos cristãos que estavam se disseminando pelo Império Romano.
Nesse período destacam-se os apologistas cristãos: Justino Mártir, Orígenes de Alexandria e Tertuliano.
Vitral com a imagem de santo Agostinho, bispo de HiponaA filosofia patrística foi desenvolvida a partir do século IV e permaneceu até o século VIII. Recebe esse nome porque os textos desenvolvidos no período foram escritos pelos chamados "Padres da Igreja" (Pater, "pai", em latim).A patrística se preocupava em adaptar os ensinamentos da filosofia grega aos princípios cristãos. Baseava-se nas obras de Platão e identificava a Palavra de Deus com o mundo das ideias platônicas.
Partiam do princípio de que o homem seria capaz de entender a Deus através da sua revelação.
Esta é uma fase inicial de desenvolvimento da filosofia medieval, quando o Cristianismo está concentrado no Oriente e vai se expandindo pela Europa.
Por isso, a maioria dos filósofos era também teólogos e o tema principal era a relação da razão e da fé.
Os Padres da Igreja precisavam explicar conceitos como imortalidade da alma, existência de um só Deus, e dogmas como a Santíssima Trindade, a partir da filosofia grega.
Dentre os Padres da Igreja, destacam-se Irineu de Lyon, Inácio de Antioquia, João Crisóstomo, Ambrósio de Milão, entre muitos outros.
O filósofo mais destacado do período, porém, foi Agostinho de Hipona.
Baseada na filosofia de Aristóteles, a Escolástica foi um movimento filosófico medieval que se desenvolveu durante os séculos IX e XVI.
Ela surge com o intuito de refletir sobre a existência de Deus, da alma humana, da imortalidade. Em suma, desejam justificar a fé a partir da razão.
Por isso, os escolásticos defendiam ser possível conhecer a Deus através do empirismo, da lógica e da razão.
Igualmente, a Escolástica pretende defender a doutrina cristã das heresias que apareciam e que ameaçavam romper com a unidade da cristandade.
Grandes filósofos da escolástica foram são Bernardo de Claraval, Pedro Abelardo, Guilherme de Ockham, o beato João Duns Escoto, entre outros.
Nesse período, o filósofo mais importante foi Tomás de Aquino e sua obra "Summa Teológica", onde estabelece os cinco princípios para provar a existência de Deus.
A Escolástica permaneceu em vigor até a época do Renascimento, quando começa a Idade Moderna.