A Cientista por trás da Descoberta Que Pode Devolver Movimentos a Humanos
Tatiana Lobo Coelho de Sampaio é uma bióloga e professora brasileira, reconhecida por desenvolver a polilaminina, molécula experimental capaz de estimular a regeneração de lesões medulares.
Nascida em 4 de outubro de 1966, no Rio de Janeiro, Tatiana Sampaio se interessou por ciência desde a infância e escolheu cursar Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu mestrado e doutorado em ciências. Realizou pós-doutorados na University of Illinois (EUA) em imunoquímica e na Universität Erlangen-Nuremberg (Alemanha) em inibidores de angiogênese. Aos 27 anos, ingressou como professora na UFRJ, onde atua desde 1995.
Dra. Tatiana coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, focando em bioquímica e biofísica de proteínas, especialmente a laminina e sua versão polimerizada, a polilaminina. Desde 1998, ela pesquisa a regeneração neural e a reconstrução de conexões nervosas em lesões medulares. A polilaminina, desenvolvida a partir da laminina extraída da placenta humana, atua como um “andaime” que guia a regeneração de neurônios, estimulando a recuperação de movimentos em pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou a fase 1 de testes clínicos com cinco pacientes voluntários, avaliando segurança e possíveis efeitos da substância em lesões agudas da medula espinhal. A pesquisa é realizada em parceria com o laboratório farmacêutico Cristália e com apoio da FAPERJ, e já rendeu à UFRJ o maior valor em royalties de sua história, totalizando R$ 3 milhões.
Tatiana Sampaio ganhou projeção nacional e internacional por seu trabalho inovador, sendo homenageada em eventos públicos e reconhecida por autoridades e pela mídia. Apesar da visibilidade, ela mantém postura cautelosa quanto à eficácia da polilaminina, ressaltando que os resultados ainda são preliminares e que o uso fora de protocolos aprovados não é permitido.
Dra. Tatiana é mãe de dois filhos biológicos e de uma “filha agregada”, ex-aluna acolhida em sua casa. Ela valoriza a convivência com alunos, amigos e familiares, conciliando vida pessoal e dedicação científica. Não possui religião, mas acredita em Deus e considera que a ciência oferece verdades úteis, porém parciais.
Em 2025, recebeu o Prêmio Todas na categoria Desenvolvimento e Pesquisa, consolidando sua trajetória como uma das cientistas mais influentes do Brasil. Sua pesquisa com a polilaminina é considerada um marco na medicina regenerativa, oferecendo esperança a milhares de pacientes com lesões medulares