21 Aug
21Aug

Neurocientista Dráulio Araújo, do Instituto do Cérebro da UFRN, conduziu o maior estudo sobre os efeitos terapêuticos do chá indígena em pacientes com depressão refratária. 67% dos participantes apresentaram melhoras significativas.

Por Nathalia Tavolieri, Profissão Repórter -

“Os efeitos da Ayahuasca são bastante seguros sob o ponto de vista neurológico”, afirma Dráulio Araújo.

Profissão Repórter foi ao Acre para conhecer o turismo internacional da Ayahuasca na Amazônia e mostra que a procura pelo chá indígena vem crescendo nas grandes cidades. A equipe em São Paulo revela história de pessoas com dependência química e depressão que optaram por tratamentos com Ayahuasca.

Durante o experimento, os pesquisadores observaram aumento da atividade de regiões do cérebro que estão associadas a imagens mentais (como quando estamos sonhando, por exemplo), a processos de introspecção (habilidade de prestar atenção nos próprios pensamentos e emoções) e quebra de ciclos repetitivos de pensamentos negativos.De acordo com o pesquisador, os efeitos da Ayahuasca duram cerca de quatro horas e o chá indígena não causa dependência.

“Assim como qualquer substância, a Ayahuasca não é para todo mundo", pondera.

Araújo afirma que pessoas com propensão a surtos psicóticos, como esquizofrênicos, não devem consumir o chá indígena.

"A ciência tem demonstrado cada vez mais que (a Ayahuasca) oferece riscos pequenos à comunidade e que tem um benefício significativo do ponto de vista terapêutico. Mas nem todo mundo responde à Ayahuasca", completa.
Comentários
* O e-mail não será publicado no site.