
O acidente vascular cerebral (AVC) pode ocorrer também em pessoas jovens, ou seja, abaixo dos 50 anos de idade. Apesar de ser mais comum em pessoas mais idosas, estima-se que, no mundo, cerca de 2 milhões de pessoas entre 18-50 anos sofrem com um AVC anualmente.
A porcentagem de pacientes que ficam com alguma dependência física após um AVC é parecida com a de pacientes mais idosos, porém existe uma carga e impacto importante na população jovem, que é a mais ativa economicamente, geralmente no auge de sua força de trabalho e vida pessoal.
Os fatores de risco vasculares clássicos (diabetes, hipertensão, doença cardíaca, tabagismo, etc…) são cada vez mais comuns nessa faixa etária, aumentando o que chamamos de causas ateroscleróticas para o AVC.
Entretanto, causas mais raras são relativamente mais frequentes nessa faixa etária, e por isso mesmo há uma maior porcentagem de pacientes que terminam a investigação do AVC como de causa indeterminada (sem ter sido descoberta a causa para o AVC).Isso não deve deixar o paciente apreensivo, pois tendo um acompanhamento com um neurologista experiente ou especialista do em AVC, é possível descartar os motivos de maior risco, mais graves, ou aqueles que ameaçam a vida ou demandam uma intervenção mais invasiva.Dentre as causas incomuns que podem ser responsáveis pelo AVC em jovens, estão:
O QUE FAZER DIANTE DE UMA SITUAÇÃO DE AVC EM JOVEM?É de vital importância saber que o tratamento na fase aguda do AVC (no momento que ele ocorre e nos primeiros dias após os sintomas) não muda pela faixa etária apenas.
A prevenção varia de acordo com a causa descoberta, que pode ser uma antiagregação, uso de anticoagulantes, uso de medicamentos para colesterol, pressão alta, ou tratamentos específicos para causas genéticas ou autoimunes. É sempre importante consultar um especialista na área, buscando fazer esta investigação detalhada e seu respectivo tratamento.