

Rigidez muscular e espasmos são alguns desafios do derrame cerebral
A espasticidade é caracterizada pelo aumento anormal do tônus muscular, resultando em rigidez e contrações involuntárias dos músculos. Ela ocorre quando há dano nas vias nervosas que controlam o movimento, geralmente após um AVC que afeta o córtex cerebral ou o tronco cerebral, interrompendo a comunicação entre cérebro, medula espinhal e músculos . Inicialmente, o paciente pode apresentar paralisia flácida, mas com o tempo os músculos podem se tornar rígidos e difíceis de movimentar .
A espasticidade pós-AVC frequentemente afeta braços, mãos, pernas e pés, podendo dificultar tarefas simples como segurar objetos, pentear o cabelo ou caminhar . Além da limitação funcional, pode causar dor, cansaço, deformidades e contraturas musculares, aumentando a dependência para atividades diárias e impactando emocional e financeiramente o paciente e sua família . Estudos indicam que 20% a 30% dos pacientes pós-AVC desenvolvem espasticidade significativa .
A espasticidade não surge imediatamente após o AVC; ela se desenvolve ao longo do tempo e pode se manter por meses ou anos. Identificação precoce é fundamental para prevenir complicações e perda de independência . Fatores como extensão da lesão cerebral, localização do AVC e histórico de mobilidade influenciam o risco de desenvolvimento da espasticidade .
O manejo da espasticidade pós-AVC requer uma abordagem multidisciplinar, com destaque para a fisioterapia, que inclui:
A espasticidade pós-AVC é uma condição que exige atenção constante e intervenção precoce. Com tratamento adequado, apoio do sistema de saúde e reabilitação consistente, é possível controlar a rigidez muscular, prevenir deformidades e melhorar a qualidade de vida do paciente .