

Gerenciar expectativas faz toda a diferença!
A espasticidade é uma condição neurológica caracterizada pelo aumento do tônus muscular devido à interrupção da comunicação entre o cérebro e os músculos após um AVC. Isso faz com que os músculos fiquem rígidos ou “travados”, dificultando movimentos voluntários e atividades diárias como vestir-se, higiene pessoal ou caminhar .
Os sinais típicos da espasticidade incluem :
A espasticidade não surge imediatamente após o AVC. Inicialmente, o paciente pode apresentar paralisia flácida, com perda do tônus muscular. Com o tempo, o tônus aumenta gradualmente, e os primeiros sinais de espasticidade tornam-se perceptíveis, geralmente meses após o evento .
Estima-se que entre 25% e 43% dos pacientes desenvolvam espasticidade no primeiro ano pós-AVC, sendo mais comum em indivíduos mais jovens e em casos de lesão extensa no córtex cerebral ou tronco cerebral .
Reconhecer a espasticidade cedo é essencial para prevenir complicações, como contraturas, deformidades articulares e dor crônica, além de facilitar a reabilitação funcional. O manejo envolve fisioterapia, terapia ocupacional, medicamentos, injeções de toxina botulínica e, em casos graves, intervenções cirúrgicas .
Identificar sinais visuais, observar alterações na postura, rigidez e espasmos, e relatar qualquer dificuldade funcional ao neurologista ou fisioterapeuta são passos fundamentais para o diagnóstico e tratamento eficaz da espasticidade pós-AVC.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) permanece como uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Apesar dos avanços no tratamento agudo e na reabilitação, a espasticidade ainda representa uma complicação frequente e desafiadora, acometendo aproximadamente um terço dos pacientes pós-AVC.
Definida classicamente por Lance como um aumento do tônus muscular dependente da velocidade, resultante da hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento, a espasticidade é consequência direta da lesão do neurônio motor superior. Quando não tratada, pode levar a dor, contraturas, deformidades e prejuízo significativo da função e da qualidade de vida.
O tratamento da espasticidade evoluiu além da simples redução do tônus. Atualmente, os principais objetivos incluem:
Um ponto central é que não existe uma abordagem única: o manejo deve ser individualizado, levando em consideração a gravidade, distribuição da espasticidade, comorbidades e objetivos do paciente.
Uma revisão recente baseada em metodologia GRADE identificou intervenções com maior nível de evidência (GRADE A), reforçando a importância de uma abordagem multimodal.
O alongamento passivo (estático ou dinâmico) continua sendo amplamente utilizado:
Recomendações práticas:
Apesar do uso frequente na prática clínica:
A estimulação elétrica nervosa transcutânea se destaca por ser:
Evidência:
Inclui técnicas como:
Evidência:
Destaque:
A toxina botulínica, popularmente conhecida como Botox, é considerada o pilar do tratamento da espasticidade focal.
Benefícios:
Melhor momento:
Considerações:
Embora a redução da espasticidade seja bem estabelecida, o impacto na função motora ainda é variável.
Indicado em casos de:
Benefícios:
Limitações:
Historicamente, o tratamento seguia um modelo em “escada”. Hoje, a tendência é diferente:
Combinar terapias desde o início, de acordo com o perfil do paciente.
Exemplos:
Essa abordagem reflete melhor a complexidade da espasticidade, que envolve fatores neurais e não neurais. Pontos críticos na prática clínica
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Neurologista em São PauloCompartilhe