28 Jun
28Jun

História de Lucas Vasques • 25/03/2026

Novo estudo publicado na revista Cell e desenvolvido por cientistas da UCLA Health, sistema de saúde da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF), traz boas notícias.

Os pesquisadores identificaram uma defesa natural do cérebro, que ajuda determinados neurônios a eliminar o “tau tóxico”, uma proteína ligada à doença de Alzheimer e outras demências relacionadas.

Alzheimer: Estudo descobre defesa natural do cérebro contra doença

A pesquisa revelou por qual razão algumas células cerebrais são mais resistentes aos danos causados pelo Alzheimer e outras não. O trabalho indicou diferenças biológicas que podem ajudar a esclarecer por que certos neurônios sobrevivem por um período maior. A descoberta pode auxiliar na utilização de novas estratégias de tratamento.

Os cientistas testaram quais os genes que influenciam o “acúmulo de tau”. Para viabilizar essa fase do estudo, usaram neurônios humanos cultivados em laboratório junto com uma ferramenta de edição genética chamada CRISPRi, que possibilita cortar, editar, inserir ou retirar partes específicas do DNA.

O objetivo foi mapear os sistemas internos que controlam como o “tau” se acumula no interior das células cerebrais. Para observar de que forma cada gene individual influenciava o “aglomerado tóxico de tau”, os pesquisadores desligaram esses genes.

Dos mais de mil genes identificados na triagem, um complexo proteico chamado CRL5SOCS4 se sobressaiu, anexando etiquetas moleculares ao “tau”, marcando-o para destruição pela ferramenta de reciclagem da célula.

“Queríamos entender por que alguns neurônios são vulneráveis ao ‘acúmulo de tau’ enquanto outros são mais resilientes. Ao fazer uma triagem sistemática de quase todos os genes do genoma humano, encontramos tanto vias esperadas quanto completamente inesperadas que controlam os níveis de ‘tau’ nos neurônios”, destacou Avi Samelson, professor assistente de neurologia na UCLA Health e primeiro autor do estudo.

Portanto, as descobertas apontam que fortalecer esse mecanismo de defesa natural poderia significar uma nova estratégia terapêutica para doenças neurodegenerativas, que hoje não têm tratamentos eficazes, como o Alzhemier.

Caminhos promissores para tratamento de Alzheimer

“O que torna este estudo particularmente valioso é que usamos neurônios humanos carregando uma mutação real causadora de doença. Essas células naturalmente apresentam diferenças no processamento da tau, dando-nos confiança de que os mecanismos identificados são relevantes para a doença humana”, acrescentou Samelson.


Comentários
* O e-mail não será publicado no site.