15 Jun
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Por Fatima Dumas Cintra*  13 jan 2026, 08h00 | Atualizado em 13 jan 2026, 08h26  

Recentemente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) publicaram um documento conjunto para alertar tanto a comunidade médica quanto o público leigo sobre a importância de reconhecer e tratar uma anormalidade do ritmo cardíaco chamada fibrilação atrial, também conhecida como FA. Essa condição, cada vez mais frequente na população, pode passar despercebida, mas está diretamente associada a complicações graves, em especial o acidente vascular cerebral (AVC). 

Alerta: mesmo sem sintomas de fibrilação atrial, risco de AVC e outras complicações continua aumentado (Ilustração: Veja Saúde/VEJA) 

A fibrilação atrial é, hoje, a arritmia cardíaca mais comum no Brasil e no mundo, e o número de casos tem crescido de forma significativa nas últimas décadas. Dados epidemiológicos globais mostram que, em 2021, cerca de 52,5 milhões de pessoas no mundo viviam com a anormalidade, um aumento de 137% em relação a 1990.
 
O crescimento é ainda mais expressivo em pessoas acima de 65 anos, refletindo o envelhecimento da população e a maior presença de fatores de risco. Estamos vivendo mais, mas também acumulando mais mais condições que favorecem o aparecimento dessa arritmia. 

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