

Afasia - é uma das sequelas bastante comuns nas vítimas de AVC - Acidente Vascular Cerebral - alterando a capacidade de falar, ler, escrever e ouvir, ou seja, de se comunicar adequadamente.
Assista o vídeo da fonoaudióloga Ana Maria Queiróz sobre o tema:
A linguagem é muito mais que palavras. Inclui a capacidade de reconhecer e utilizar palavras e frases.
A comunicação do homem é uma habilidade altamente complexa, que diferencia o ser humano das outras espécies vivas, favorecendo a adaptação no mundo, possibilitando novos aprendizados e permitindo entender o outro e demonstrar nossos pensamentos e sentimentos.
As características individuais que cada indivíduo tem, como timbre de voz, sotaque e a maneira de falar, permitem que os outros identifiquem a pessoa e saibam quem ela é, a identidade daquele indivíduo.
A comunicação é dividida em alguns pilares: linguagem oral e escrita, fala, componente articulatório e gestos.
A comunicação humana requer estruturas físicas íntegras, denominado aparelho fonador composto pela boca, lábios, língua e laringe. Requer também estruturas neurológicas, relacionadas à compreensão e expressão da linguagem, bem como as estruturas sensoriais que captam do ambiente externo para o indivíduo, como a audição e a visão.
Nas crianças, a visão é uma das primeiras habilidades desenvolvidas, através da troca de olhares entre o bebê e sua mãe. No momento da amamentação, por exemplo, existe uma forma de comunicação entre mãe e filho.
Aspectos sociais e históricos influenciam também na comunicação, como o idioma falado em determinada região ou época.

A linguagem e a afasia pós AVC
Quando o sistema neurológico é abalado, com um Acidente Vascular Cerebral, por exemplo, a comunicação também pode ser afetada, além das limitações motoras, como perda de força e movimentos.
Essas alterações têm uma alta prevalência, estudos à respeito do tema apontam que, cerca de 20% a 70% dos sobreviventes de AVC ficam com alteração de comunicação, principalmente na fase aguda do AVC.
Com o passar do tempo esses fatores evoluem, tanto para um comprometimento estagnado como para melhoria.
No processo de reabilitação, o apoio da família é importante principalmente com limitações na fala ou linguagem, que podem apresentar vários graus. Algumas pessoas perdem a fala por completo, sem compreender nada, algumas pessoas conseguem falar poucas coisas e compreender outras, isso é diferente conforme a pessoa, o grau e local do cérebro que foi comprometido pelo AVC.
Afasia é um distúrbio da linguagem decorrente de uma lesão cerebral, como um AVC, que acarreta alterações tanto na compreensão como na expressão oral e escrita. As alterações podem no conteúdo, na forma e no uso da linguagem.
Para a maioria das pessoas, o lado esquerdo do cérebro é dominante para a linguagem, e as lesões podem levar a problemas de linguagem e comunicação.
A afasia afeta principalmente a fala, mas também pode debilitar a compreensão, a leitura e a escrita, dificultando a comunicação com a família e os amigos e a sua rotina diária.
A afasia não afeta a inteligência, mesmo que a fala esteja confusa ou alterada
As pessoas com afasia podem conseguir falar e nomear, mas não conseguir usar a essa linguagem de forma funcional e contextualizada. Pode ocorrer ainda situações que a afasia esteja associada com processos cognitivos, como por exemplo alteração de memória ou atenção.

Afasia após o AVC
As mudanças na comunicação após o AVC, tem grande impacto na vida das pessoas e modifica suas interações familiares, pessoais e profissionais, o que pode gerar impacto social significativo com problemas emocionais, desestruturação familiar e financeira.
A afasia gera frustração, porque o indivíduo não consegue falar ou entender as ocorrências como antes do Acidente Vascular Cerebral. Podem agir de forma diferente devido a alterações cerebrais. Para melhor entender vamos imaginar olhar para uma mensagem de whatssapp no celular e não conseguir reconhecer as palavras.
A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia produziu o vídeo sobre o assunto. Confira !!!
1. Não olhe para a comunicação da outra pessoa sob sua própria perspectiva, as pessoas tem identidade e características individuais. Respeite a forma e o comportamento comunicativo do outro.
2. Incentive oportunidades de interação e momentos de família
3. Evite locais barulhentos
4. Não infantilize a pessoa com dificuldade de comunicação. Ela não deixou de ser quem é.
5. Converse sobre assuntos familiares, que faziam parte da rotina da vida de quem sofreu AVC.
6. Situe a pessoa em local, tempo e espaço. Onde você está? Em que cidade? Na casa de quem? Vamos para a sala?
7. Sempre que tiver oportunidade, trabalhe na história das pessoas ao seu redor. Hoje é dia X, aniversário de fulano, e estimule a conversa à respeito de fatos daquela pessoa conhecida.
8. Não atropele a pessoa que está com dificuldades, espere pacientemente o tempo dela
9. Ao se comunicar com uma pessoa que tem afasia, pense em como você se comunicaria com alguém que fala um idioma diferente.

Comunicação e afasia - Ajuda dos familiares
10. Elogie. Não critique erros gramaticais, ou outros. Incentive e deixe a pessoa motivada.
11. Confirme que você entendeu um pensamento que a pessoa compartilhou, antes de seguir em frente. Mas se você não entendeu, reconheça simplesmente a falha na comunicação, tente pacientemente uma vez mais.
12. Use perguntas SIM x NÃO com palavras e frases simples. Por exemplo, use "garfo" e "colher" em vez de "talheres".
13. Seja consciente de como você fala e não fale alto. Use frases mais curtas, fale pausadamente e com contato visual.
14. Estabeleça regras básicas desde o início. Pergunte se a pessoa que sofreu o AVC quer ajuda. Respeite seus desejos.
15. Tenha em mãos caneta, papel, mapas, calendários, fotos e tudo o que possa ajudar na compreensão.